TAGRISSO (OSIMERTINIB) 40MG

TAGRISSO (OSIMERTINIB) 40MG

30 COMPRIMIDOS

PRINCÍPIO ATIVO
OSIMERTINIB
CONSERVAÇÃO
+15º à +25ºC
LABORATÓRIO
ASTRAZENECA

Tagrisso (Osimertinibe) 40 mg — Inibidor de EGFR de Terceira Geração

O Tagrisso é um medicamento antineoplásico oral desenvolvido pela AstraZeneca, contendo osimertinibe como princípio ativo. Cada comprimido contém 40 mg de osimertinibe, e a embalagem padrão contém 30 comprimidos. O osimertinibe pertence à classe dos inibidores de tirosina quinase (TKI) do receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFR), sendo classificado como inibidor de terceira geração por sua capacidade de atuar sobre mutações de resistência ao tratamento prévio com TKIs de primeira e segunda geração.

Princípio ativo e mecanismo de ação

O osimertinibe é um inibidor irreversível e seletivo da tirosina quinase do EGFR, com afinidade tanto pelas mutações sensibilizadoras clássicas (deleção no exon 19 e substituição L858R no exon 21) quanto pela mutação de resistência adquirida T790M, que ocorre no exon 20 e é responsável por aproximadamente 50 a 60% das resistências observadas após tratamento com TKIs de primeira ou segunda geração. A molécula liga-se de forma covalente ao resíduo de cisteína 797 (Cys797) no sítio de ligação do ATP do EGFR, bloqueando a sinalização proliferativa da célula tumoral.

O osimertinibe demonstra penetração eficaz na barreira hematoencefálica, o que lhe confere atividade documentada contra metástases cerebrais em pacientes com NSCLC EGFR-mutado. Estudos pré-clínicos em modelos de metástases encefálicas mostraram concentrações intracranianas superiores às observadas com erlotinibe e gefitinibe (Ballard et al., Clinical Cancer Research, 2016).

Indicações clínicas

O osimertinibe está aprovado para uso em múltiplas situações clínicas no câncer de pulmão de células não pequenas (NSCLC) com mutação de EGFR:

1. Tratamento de primeira linha em pacientes com NSCLC avançado (estádios IIIB/IIIC e IV) com mutações sensibilizadoras de EGFR (deleção no exon 19 ou L858R). No ensaio clínico de fase III FLAURA (Soria et al., NEJM, 2018), com 556 pacientes randomizados, o osimertinibe demonstrou sobrevida livre de progressão (SLP) mediana de 18,9 meses, em comparação a 10,2 meses com os TKIs de referência (gefitinibe ou erlotinibe), com hazard ratio de 0,46 (IC95%: 0,37–0,57; p menor que 0,001). A taxa de sobrevida global em 18 meses foi de 83% versus 71%.

2. Tratamento adjuvante em pacientes com NSCLC em estádios IB a IIIA após ressecção cirúrgica completa. O ensaio clínico ADAURA (Wu et al., NEJM, 2020), com 682 pacientes, demonstrou que o osimertinibe reduziu o risco de recorrência ou morte em 83% nos estádios II–IIIA (HR 0,17; IC99,06%: 0,11–0,26; p menor que 0,001). Em 24 meses, 90% dos pacientes do grupo osimertinibe estavam vivos e sem doença detectada, comparado a 44% no grupo placebo.

3. Tratamento após progressão com TKIs anteriores em pacientes com NSCLC T790M-positivo detectado por teste aprovado, que tenham progredido após tratamento com inibidores de EGFR de primeira ou segunda geração.

Posologia e modo de uso

A dose recomendada é de 80 mg de osimertinibe uma vez ao dia, por via oral, podendo ser tomada com ou sem alimentos. Em algumas indicações específicas, a dose pode ser ajustada para 40 mg uma vez ao dia, conforme julgamento médico e tolerabilidade individual. O tratamento deve ser mantido até progressão da doença ou toxicidade inaceitável. Modificações de dose devem ser realizadas sob orientação médica.

Perfil de segurança e efeitos adversos

No ensaio FLAURA, eventos adversos de grau 3 ou superior foram menos frequentes com osimertinibe (34%) em comparação com os TKIs padrão (45%). Os efeitos adversos mais comuns incluem diarreia (em aproximadamente 58% dos pacientes), erupção cutânea (41%), pele seca (31%), paroníquia (unhas inflamadas, 25%) e estomatite (20%). Eventos de maior gravidade, mas menos frequentes, incluem pneumonite intersticial (em torno de 3% dos pacientes), prolongamento do intervalo QTc, disfunção ventricular esquerda e, raramente, ceratite. O monitoramento cardíaco e pulmonar periódico é recomendado durante o tratamento.

Conservação

Conservar entre +15°C e +25°C, protegido da luz e da umidade. Manter fora do alcance de crianças.


Perguntas Frequentes

O que é a mutação EGFR e por que ela é importante?

O EGFR (receptor do fator de crescimento epidérmico) é uma proteína presente na superfície de diversas células. Quando genes que codificam esse receptor sofrem mutações específicas, o receptor permanece ativado de forma contínua, estimulando o crescimento tumoral de maneira descontrolada. As mutações mais comuns no NSCLC são a deleção no exon 19 e a substituição L858R no exon 21, presentes em aproximadamente 10 a 15% dos pacientes com NSCLC em populações ocidentais e em até 40 a 50% em populações asiáticas. A identificação dessas mutações por meio de biópsia tumoral ou biópsia líquida é indispensável para a indicação do tratamento com osimertinibe.

O que é a mutação T790M e quando ela aparece?

A mutação T790M é uma mutação secundária no exon 20 do gene EGFR, responsável por cerca de 50 a 60% dos casos de resistência adquirida após tratamento com inibidores de EGFR de primeira geração (como gefitinibe ou erlotinibe) ou segunda geração (afatinibe). Ela altera o sítio de ligação do ATP no receptor, reduzindo a afinidade dos TKIs mais antigos. O osimertinibe foi especificamente desenvolvido para superar essa resistência, mantendo eficácia tanto sobre as mutações sensibilizadoras quanto sobre a T790M.

Qual a diferença entre Tagrisso 40 mg e Tagrisso 80 mg?

A dose padrão aprovada para a maioria das indicações do osimertinibe é de 80 mg uma vez ao dia. A apresentação de 40 mg pode ser utilizada em situações de ajuste de dose por toxicidade ou conforme protocolo clínico individualizado, sempre sob orientação médica. Ambas as apresentações contêm o mesmo princípio ativo e são fabricadas pela AstraZeneca.

O Tagrisso age contra metástases no cérebro?

Sim. O osimertinibe apresenta penetração documentada na barreira hematoencefálica. No ensaio ADAURA, em 24 meses, 98% dos pacientes no grupo osimertinibe estavam vivos sem doença no sistema nervoso central, comparado a 85% no grupo placebo (HR para recorrência ou morte no SNC: 0,18; IC95%: 0,10–0,33). Estudos pré-clínicos também demonstraram concentrações intracranianas superiores às de TKIs de gerações anteriores.

Por quanto tempo o tratamento com osimertinibe deve ser mantido?

No contexto do tratamento de doença avançada, o osimertinibe é utilizado de forma contínua até progressão da doença ou ocorrência de toxicidade inaceitável. No contexto adjuvante (pós-cirurgia), o estudo ADAURA utilizou o medicamento por até 3 anos. A duração do tratamento é sempre definida pelo oncologista responsável, com base nos objetivos terapêuticos e na evolução clínica de cada paciente.

Quais são os principais efeitos adversos que devo monitorar?

Os efeitos mais comuns incluem diarreia, erupção cutânea, pele seca, inflamação nas unhas (paroníquia) e mucosite oral. Efeitos menos frequentes, mas clinicamente relevantes, incluem pneumonite intersticial (manifestada por tosse, dispneia ou febre), alterações cardíacas (prolongamento do intervalo QTc e disfunção ventricular) e alterações oculares. Qualquer sintoma respiratório novo ou persistente, palpitação, dor torácica ou visão turva deve ser comunicado imediatamente ao médico responsável.

O Tagrisso pode ser usado em conjunto com quimioterapia?

Em algumas situações clínicas específicas, o osimertinibe pode ser combinado com agentes de quimioterapia. Ensaios clínicos como o FLAURA2 avaliaram a combinação de osimertinibe com quimioterapia à base de platina na primeira linha de tratamento. O uso combinado é indicado em contextos específicos e deve ser determinado pelo oncologista, levando em conta o perfil de risco-benefício individual de cada paciente.

O uso do Tagrisso exige algum exame antes de iniciar?

Sim. A presença de mutação de EGFR deve ser confirmada por teste molecular validado antes do início do tratamento. O exame pode ser realizado a partir de amostra de tecido tumoral (biópsia) ou de amostra de sangue periférico (biópsia líquida, por meio de detecção de DNA tumoral circulante). Exames de eletrocardiograma e avaliação da função pulmonar também podem ser solicitados pelo médico antes e durante o tratamento.


Fontes Científicas

  • Soria JC et al. (FLAURA Investigators). Osimertinib in Untreated EGFR-Mutated Advanced Non-Small-Cell Lung Cancer. N Engl J Med. 2018;378(2):113–125. PMID: 29151359. PubMed
  • Wu YL et al. (ADAURA Investigators). Osimertinib in Resected EGFR-Mutated Non-Small-Cell Lung Cancer. N Engl J Med. 2020;383(18):1711–1723. PMID: 32955177. PubMed
  • Ballard P et al. Preclinical Comparison of Osimertinib with Other EGFR-TKIs in EGFR-Mutant NSCLC Brain Metastases Models. Clin Cancer Res. 2016;22(20):5130–5140. PMID: 27435396. PubMed
  • MedlinePlus — Non-Small Cell Lung Cancer. U.S. National Library of Medicine / NIH. medlineplus.gov

Aviso importante: As informações apresentadas nesta página têm finalidade exclusivamente informativa, com base em literatura científica internacional, e não constituem aconselhamento médico, diagnóstico ou prescrição. O tratamento com osimertinibe é de uso oncológico especializado, sujeito à prescrição médica, e deve ser exclusivamente indicado, monitorado e ajustado por oncologista habilitado, que avaliará as características moleculares do tumor, o estádio da doença e as condições clínicas individuais do paciente. Não se automedique.

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O processo de importação direta para o paciente leva, em média, 15 a 25 dias úteis, contados a partir do recebimento completo da documentação.

Durante esse período, o pedido passa por fiscalizações e liberações sanitárias no país de origem e no Brasil, garantindo que o TAGRISSO (OSIMERTINIB) 40MG (OSIMERTINIB) chegue ao paciente com a devida conformidade e qualidade.
Medicamentos destinados a pessoa física são isentos de imposto de importação e de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para valores de até US$ 10.000.

Valores acima desse limite estão sujeitos à tributação, que será previamente calculada e informada.
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O pedido pode ser cancelado somente até o momento em que for despachado pelo fornecedor no país de origem. Após o envio, não é mais possível realizar o cancelamento.

Importante: As legislações da Europa e dos Estados Unidos não permitem a devolução de medicamentos ao laboratório, mesmo em caso de desistência.

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  • Documentos de identificação do paciente (RG e CPF válidos)
  • Receita médica detalhada com nome completo do paciente e especificação do medicamento
  • Comprovante de endereço residencial atualizado (últimos 3 meses)
  • Relatório médico explicando a necessidade do tratamento e justificativa para importação
  • Documentação adicional pode ser solicitada de acordo com as normas da ANVISA (RDC 81/2008) e legislação vigente.