MIDODRINE 2,5MG (MIDODRINA) HYDROCHLORIDE 100TABS APOTEX
CADA CAIXA CONTÉM 100 COMPRIMIDOS
O que é o Cloridrato de MidodrinaO cloridrato de midodrina é um medicamento pertencente à classe dos vasopressores e agonistas alfa-adrenérgicos. Trata-se de um pró-fármaco, ou seja, após a ingestão o...
O que é o Cloridrato de Midodrina
O cloridrato de midodrina é um medicamento pertencente à classe dos vasopressores e agonistas alfa-adrenérgicos. Trata-se de um pró-fármaco, ou seja, após a ingestão oral ele é convertido pelo organismo em seu metabólito ativo, chamado desglymidodrina, que é a substância responsável pelo efeito terapêutico.
A formulação apresentada contém 2,5 mg de cloridrato de midodrina por comprimido, distribuídos em embalagem com 100 comprimidos, fabricada pelo laboratório Apotex Inc.
Como o Cloridrato de Midodrina atua no organismo
Após a administração oral, o medicamento é rapidamente absorvido pelo trato gastrointestinal. O pró-fármaco atinge seu pico plasmático em aproximadamente 30 minutos e é então convertido em desglymidodrina, cujo pico de concentração ocorre entre 1 e 2 horas após a dose. A meia-vida do metabólito ativo é de aproximadamente 3 a 4 horas.
A desglymidodrina age sobre os receptores alfa-1 adrenérgicos das paredes dos vasos sanguíneos arteriais e venosos, provocando aumento do tônus vascular. Esse mecanismo resulta em elevação da pressão arterial tanto na posição em pé quanto sentada. O composto não estimula os receptores beta-adrenérgicos cardíacos e apresenta baixa penetração na barreira hematoencefálica, o que limita seus efeitos sobre o sistema nervoso central.
A biodisponibilidade absoluta do medicamento, medida como desglymidodrina, é de aproximadamente 93%. A ingestão junto a alimentos não interfere de forma significativa na absorção. A excreção ocorre predominantemente por via renal, com eliminação ativa.
Indicação
O cloridrato de midodrina é indicado para o tratamento da hipotensão ortostática sintomática, uma condição caracterizada pela queda significativa da pressão arterial ao assumir a posição ereta (de sentado ou deitado para em pé), acompanhada de sintomas como tontura, sensação de desmaio e instabilidade.
De acordo com os órgãos regulatórios como a FDA (Food and Drug Administration), o medicamento deve ser considerado em pacientes nos quais a qualidade de vida encontra-se comprometida mesmo após a adoção de medidas não farmacológicas, como o uso de meias de compressão, aumento da ingestão hídrica e de sódio, e ajustes no estilo de vida.
Este medicamento é de uso exclusivamente sob prescrição e supervisão médica. O tratamento deve ser mantido apenas em pacientes que apresentam melhora sintomática significativa após o início da terapia.
Posologia e modo de uso
A posologia deve ser determinada pelo médico responsável de acordo com as características individuais do paciente. Com base nos estudos clínicos e nas informações do fabricante, a dose habitualmente estudada em adultos é de 10 mg, administrada três vezes ao dia, em intervalos de aproximadamente 4 horas durante o período em que o paciente permanece em posição ereta.
O esquema de horários habitualmente utilizado nos estudos compreende as doses no início da manhã, ao meio-dia e no final da tarde, com a última dose não sendo administrada após as 18 horas, a fim de minimizar o risco de hipertensão supina durante o sono.
Em pacientes com comprometimento da função renal, pode ser necessário iniciar com doses menores, como 2,5 mg, em razão da excreção predominantemente renal do metabólito ativo. A avaliação da função renal e hepática antes do início do tratamento é recomendada.