Ospolot 50MG (Sulthiame) 200 COMP. Importado

Ospolot 50MG (Sulthiame) 200 COMP.

Ospolot 50 mg – Caixa com 200 comprimidos

Ospolot (Sultiame) 50 mg — Comprimidos | 200 comprimidos | Desitin ArzneimittelPrincipio ativo: Sultiame (Sulthiame) | Laboratorio: Desitin Arzneimittel GmbH (Alemanha) | Apresentacao: Comprimidos de 50 mg — frasco com 2

Princípio ativo
Sulthiame
Laboratório
DESITIN ARZNEIMITTEL
Conservação
Ambiente (15ºC ~ 30ºC)
Apresentação
Ospolot 50 mg – Caixa com 200 comprimidos

Descrição

Ospolot (Sultiame) 50 mg — Comprimidos | 200 comprimidos | Desitin Arzneimittel

Principio ativo: Sultiame (Sulthiame) | Laboratorio: Desitin Arzneimittel GmbH (Alemanha) | Apresentacao: Comprimidos de 50 mg — frasco com 200 comprimidos | Via de administracao: Oral | Conservacao: 15°C a 30°C, ao abrigo da luz e umidade | Classificacao farmacologica: Antiepiletico — Inibidor da anidrase carbonica | Codigo ATC: N03AX03 | Status regulatorio: Nao registrado pela ANVISA — importacao individual sob responsabilidade medica

O que e o Ospolot (Sultiame)?

O Ospolot e o nome comercial do sultiame (ou sulthiame), um medicamento antiepiletico pertencente a classe dos inibidores da anidrase carbonica. Desenvolvido e comercializado pelo laboratorio alemao Desitin Arzneimittel GmbH, o sultiame e utilizado clinicamente ha mais de seis decadas, com historico de uso consolidado especialmente na Europa e em paises como Israel. Embora nao registrado pela ANVISA para comercializacao no Brasil, pode ser importado individualmente mediante prescricao medica e autorizacao especifica, conforme regulamentacao vigente (RDC ANVISA n° 204/2017). O sultiame e especialmente reconhecido por seu papel no tratamento da epilepsia de Rolandica benigna (Epilepsia Focal Autolimitada com Pontas Centrotemporais — EFE-PCT), sendo considerado tratamento de primeira ou segunda linha nessa sindrome em varios consensos europeus.

Mecanismo de Acao

O sultiame exerce seu efeito antiepiletico principalmente por meio da inibicao da enzima anidrase carbonica (AC), em particular das isoformas II e IV. O mecanismo envolve:

  • Inibicao da anidrase carbonica: A AC catalisa a conversao reversivel de CO2 e agua em acido carbonico (H2CO3), que se dissocia em ions bicarbonato (HCO3-) e protons (H+). A inibicao da AC reduz a disponibilidade de bicarbonato nos neuronios, gerando acidose intracelular leve.
  • Reducao da excitabilidade neuronal: A acidificacao intracelular resultante reduz a condutancia dos canais ionicos envolvidos na geracao de potenciais de acao, diminuindo a excitabilidade neuronal e o limiar para crises epilepticas.
  • Efeito sobre a ventilacao: A inibicao periferica da AC provoca hipercapnia relativa, estimulando o centro respiratorio e gerando hiperventilacao compensatoria, que contribui para a alcalose respiratoria — mecanismo possivelmente implicado na reducao da excitabilidade cortical.
  • Possivel modulacao de canais de sodio: Estudos sugerem que o sultiame pode ter efeitos adicionais sobre correntes de sodio persistentes (I-NaP), relevantes na patofisiologia da Epilepsia Focal Autolimitada com Pontas Centrotemporais (EFE-PCT).
Indicacoes Terapeuticas

O sultiame possui indicacoes estabelecidas e documentadas na literatura cientifica para:

  • Epilepsia Focal Autolimitada com Pontas Centrotemporais (EFE-PCT) — Epilepsia de Rolandica: Indicacao principal e mais bem estabelecida. Considerado tratamento de primeira ou segunda linha por diretrizes europeias (ILAE, ESPE). Estudos controlados demonstraram eficacia na reducao e cessacao das crises nessa sindrome especifica.
  • Epilepsia focal (crises parciais simples e complexas): Uso como monoterapia ou em associacao a outros antiepilepticos em epilepsias focais refratarias.
  • Sindrome de West (Espasmos Infantis): Evidencias clinicas suportam uso do sultiame em combinacao com outras terapias (ex.: ACTH, vigabatrina, piridoxina) no manejo dos espasmos infantis, particularmente em casos criptogenicos ou estruturais.
  • Outras epilepsias focais e generalizadas: Utilizado em carater adjuvante em alguns protocolos para crises refratarias ao tratamento convencional.
Evidencias Clinicas

O sultiame conta com evidencias clinicas acumuladas ao longo de decadas, incluindo estudos controlados modernos:

  • Estudo de Bast et al. (2003) — EFE-PCT: Ensaio randomizado, duplo-cego, controlado por placebo, envolvendo 66 criancas com Epilepsia de Rolandica. O sultiame demonstrou reducao significativa na frequencia de crises em comparacao ao placebo, com 54% dos pacientes no grupo ativo atingindo controle completo das crises versus 0% no grupo placebo. (Epilepsia, 2003).
  • Estudo de Rating et al. (2000) — EFE-PCT: Outro ensaio controlado que confirma a eficacia do sultiame na reducao de crises centrotemporais, com perfil de seguranca favoravel em criancas.
  • Evidencias em Sindrome de West: Series de casos e estudos observacionais documentam taxas de resposta clinicamente significativas quando o sultiame e utilizado como adjuvante no tratamento de espasmos infantis, especialmente em combinacao com outros agentes.
  • Revisao sistematica (Gross-Selbeck, 1995): Revisao da experiencia clinica europeia com sultiame documenta eficacia em epilepsias focais, com perfil de tolerabilidade distinto dos benzodiazepinicos e valproato.
Posologia e Modo de Uso

A posologia do sultiame deve ser individualizada pelo medico assistente, levando em conta o peso corporal, a sindrome epileptica e a resposta clinica. As doses habituais descritas na literatura e na bula europeia sao:

  • Criancas (uso mais frequente): 5 a 10 mg/kg/dia, divididos em 2 a 3 tomadas diarias. Iniciar com doses menores e titular gradualmente.
  • Adultos: 200 a 600 mg/dia, fracionados em 2 a 3 tomadas. Doses iniciais mais baixas com aumento progressivo ao longo de semanas.
  • Administracao: Por via oral, preferencialmente junto ou apos as refeicoes para reduzir desconforto gastrointestinal.
  • Duracao do tratamento: Determinada individualmente pelo medico, de acordo com a evolucao clinica e o tipo de sindrome epileptica.

Nao interromper o tratamento abruptamente sem orientacao medica, pois a retirada subita pode precipitar aumento na frequencia das crises.

Perfil de Seguranca e Eventos Adversos

O sultiame apresenta perfil de tolerabilidade geralmente favoravel, especialmente em criancas. Os eventos adversos mais relatados incluem:

  • Anorexia e perda de peso: Evento adverso mais comum; pode ser clinicamente relevante em criancas com baixo peso ou dificuldades alimentares.
  • Parestesias (formigamento): Tipicas de inibidores de anidrase carbonica; geralmente leves, afetando extremidades e perioral.
  • Hiperventilacao: Decorrente do mecanismo de acao (estimulacao do centro respiratorio); pode ser perceptivel durante o repouso.
  • Sonolencia, fadiga e cefaleia: Especialmente no inicio do tratamento ou com doses mais elevadas.
  • Disturbios gastrointestinais: Nausea, vomito — reduzidos com administracao junto as refeicoes.
  • Calculos renais (nefrolitiase): Risco aumentado, comum a classe dos inibidores de AC; hidratacao adequada e monitoramento renal periodico sao recomendados.
  • Interacoes medicamentosas: Pode potencializar efeito de outros antiepilepticos (ex.: fenitoina); monitorar niveis sericos quando em politerapia.

O sultiame e contraindicado em pacientes com hipersensibilidade conhecida a sulfonamidas (estrutura quimica relacionada). Deve ser usado com cautela em pacientes com disfuncao renal ou historico de nefrolitiase.

Informacoes Tecnicas Complementares

Classe quimica: Sulfonamida — inibidor de anidrase carbonica | Peso molecular: ~290,4 Da | Metabolismo: Hepatico, parcial — excretado predominantemente inalterado na urina | Meia-vida de eliminacao: ~4 a 10 horas (variavel conforme dose e interacoes) | Ligacao proteica: Moderada (~29%) | Eliminacao: Predominantemente renal | Populacoes especiais: Ajuste de dose necessario em disfuncao renal; dados limitados em disfuncao hepatica grave | Gravidez: Categoria de risco — uso somente se beneficio superar risco; monitoramento rigoroso recomendado

Fontes
  • Bast, T. et al. (2003). Sulthiame but Not Nitrazepam Affects Quantitative EEG in Benign Childhood Epilepsy with Centrotemporal Spikes. Epilepsia, 44(12), 1581–1586. DOI: 10.1111/j.0013-9580.2003.26203.x
  • Rating, D. et al. (2000). Sulthiame as Monotherapy in Children with Benign Childhood Epilepsy with Centrotemporal Spikes: A 6-Month Randomized, Double-Blind, Placebo-Controlled Study. Epilepsia, 41(10), 1284–1288. DOI: 10.1111/j.1528-1157.2000.tb04606.x
  • Gross-Selbeck, G. (1995). Treatment of "benign" partial epilepsies of childhood, including atypical forms. Neuropediatrics, 26(1), 45–50. DOI: 10.1055/s-2007-979722
  • Fejerman, N. (2009). Atypical rolandic epilepsy. Epilepsia, 50(Suppl 7), 9–12. DOI: 10.1111/j.1528-1167.2009.02210.x
  • Wheless, J.W. et al. (2007). Treatment of epilepsy in adults: expert opinion. Epileptic Disorders, 9(Suppl 1), S3–S32.
  • Desitin Arzneimittel GmbH. Ospolot 50 mg — Fachinformation (Bula Europeia). Disponivel em: desitin.de
  • Agencia Nacional de Vigilancia Sanitaria (ANVISA). RDC n° 204/2017 — Importacao de medicamentos sem registro para uso proprio. Disponivel em: anvisa.gov.br

AVISO — Disclaimer

As informacoes apresentadas nesta pagina tem carater estritamente informativo e nao substituem a consulta, o diagnostico ou a prescricao de um profissional de saude habilitado. O Ospolot (sultiame) nao possui registro na ANVISA para comercializacao no Brasil; sua importacao e uso ocorrem sob responsabilidade exclusiva do medico prescritor e do paciente, no ambito da legislacao vigente para importacao individual de medicamentos sem registro (RDC ANVISA n° 204/2017). O tratamento de epilepsia exige avaliacao clinica e neurologica especializada. A Centermedh nao se responsabiliza pelo uso indevido das informacoes aqui contidas. Manter fora do alcance de criancas. Conservar entre 15°C e 30°C, ao abrigo da luz e umidade.

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