Imagem ilustrativa - CHENODAL (CHENODIOL) 250MG 100TABS - TRAVERE Importado

CHENODAL (CHENODIOL) 250MG 100TABS - TRAVERE

CONTÉM 100 TABLETS X 250MG

Chenodal® (Chenodiol) 250 mgÁcido biliar primário | Comprimidos revestidos 250 mg | Uso oral | Travere TherapeuticsO que é o ChenodalO Chenodal® é um medicamento de uso oral contendo chenodiol 250 mg (ácido quenodesoxicó

Princípio ativo
CHENODIOL
Laboratório
TRAVERE THERAPEUTICS, INC.
Conservação
20°C à 25ºC
Apresentação
CONTÉM 100 TABLETS X 250MG

Descrição

Chenodal® (Chenodiol) 250 mg

Ácido biliar primário | Comprimidos revestidos 250 mg | Uso oral | Travere Therapeutics

O que é o Chenodal

O Chenodal® é um medicamento de uso oral contendo chenodiol 250 mg (ácido quenodesoxicólico, CDCA) por comprimido revestido, fabricado pelo laboratório Travere Therapeutics, Inc. e aprovado pelo FDA. Cada frasco contém 100 comprimidos. O chenodiol é um ácido biliar primário produzido naturalmente pelo fígado humano como produto da biotransformação do colesterol. Trata-se de um epímero do ácido ursodesoxicólico (UDCA). Quimicamente, o chenodiol é o ácido 3alfa,7alfa-diidroxi-5beta-colan-24-oico (fórmula molecular C24H40O4, massa molar 392,58 g/mol).

Mecanismo de Ação

Em doses terapêuticas, o chenodiol suprime a síntese hepática de colesterol e de ácido cólico, substituindo gradualmente este último e seu metabólito, o ácido desoxicólico, num pool expandido de ácidos biliares. Essas ações contribuem para a dessaturação biliar de colesterol e para a dissolução progressiva de cálculos biliares radiolúcidos de colesterol na presença de uma vesícula biliar funcionante, visualizada à colecistografia oral. O chenodiol é bem absorvido no intestino delgado com extração hepática de primeira passagem de 60% a 80%. Não tem efeito sobre cálculos radiopaccos (calcificados) nem sobre cálculos de pigmento biliar radiolúcidos.

Indicações Terapêuticas Aprovadas (FDA)

Dissolução de Cálculos Biliares Colesterólicos

Indicado para pacientes com cálculos radiolúcidos em vesículas biliares com boa opacificação à colecistografia oral, nos quais uma cirurgia eletiva seria indicada mas existe risco cirúrgico aumentado por doença sistêmica ou por idade. As maiores taxas de dissolução são observadas em cálculos flutuantes pequenos (menos de 15 mm). Doses abaixo de 10 mg/kg geralmente são ineficazes.

Uso em Doenças Metabólicas Raras (Xantomatose Cerebrotendinosa)

O chenodiol (ácido quenodesoxicólico, CDCA) tem sido utilizado no tratamento da xantomatose cerebrotendinosa (XCT), uma doença autossômica recessiva causada por mutações no gene CYP27A1. A reposição de CDCA normaliza o feedback inibitório na síntese de bile, reduzindo a produção de colestanol e outros metabólitos tóxicos. Esta indicação específica para XCT foi aprovada pelo FDA para a formulação CTEXLI® (Mirum Pharmaceuticals) em 2023.

Evidências Clínicas

O National Cooperative Gallstone Study (NCGS), estudo controlado com 916 pacientes randomizados, demonstrou taxas de dissolução completa de aproximadamente 13,5% com 750 mg/dia por 24 meses. Em estudos não controlados com 13 a 16 mg/kg/dia, as taxas foram de 28% a 38%, chegando a 42% a 60% em pacientes com cálculos pequenos radiolúcidos. Em um estudo prospectivo com 15 mg/kg/dia, 31% de pacientes de alto risco cirúrgico (n=86) atingiram dissolução completa confirmada. Cálculos flutuantes pequenos apresentam as maiores taxas de resposta (até 70% em alguns estudos).

Advertências, Contraindicações e Reações Adversas

Nota Especial do FDA (Hepatotoxicidade)

Em razão da hepatotoxicidade potencial do chenodiol e da taxa de resposta insatisfatória em alguns subgrupos, o chenodiol não é um tratamento adequado para muitos pacientes com cálculos biliares. Deve ser reservado para pacientes criteriosamente selecionados, com monitoramento sistemático da função hepática.

Contraindicações: disfunção de hepatócitos; colestase intra-hepática, cirrose biliar primária, colangite esclerosante; vesícula não visualizada; cálculos radiopaccos; complicações biliares agudas; gravidez (Categoria X).

Principais reações adversas: elevações dose-dependentes das aminotransferases séricas (em 30% ou mais dos pacientes; em 2% a 3% requerem descontinuação); diarreia dose-dependente (30% a 40%); elevação do LDL em 10% ou mais; dor epigástrica, náuseas.

Posologia: 13 a 16 mg/kg/dia dividida em duas tomadas, iniciando com 250 mg duas vezes ao dia nas duas primeiras semanas e aumentando 250 mg/semana.

Perguntas Frequentes

Para que serve o Chenodal (chenodiol)?

O Chenodal é um ácido biliar aprovado pelo FDA para a dissolução de cálculos biliares de colesterol radiolúcidos em pacientes com risco cirúrgico aumentado. Atua suprimindo a síntese hepática de colesterol e dessaturando a bile, o que permite a dissolução progressiva dos cálculos. Também é utilizado em distúrbios raros do metabolismo dos ácidos biliares, como a xantomatose cerebrotendinosa (XCT).

Qual é a diferença entre Chenodal e Ursodiol (UDCA)?

O chenodiol (Chenodal) e o ursodiol (UDCA) são epímeros com estrutura química semelhante, mas com perfis de segurança diferentes. O UDCA tem perfil de tolerabilidade superior, com menos hepatotoxicidade e menos efeitos adversos gastrointestinais. As diretrizes atuais tendem a preferir o UDCA para dissolução de cálculos biliares. O chenodiol, porém, tem papel específico em doenças raras do metabolismo dos ácidos biliares como a XCT.

Qual a eficácia do Chenodal na dissolução de cálculos biliares?

Os estudos clínicos mostram taxas de dissolução completa de 13% a 38% com doses de 750 mg/dia a 16 mg/kg/dia por 24 meses, dependendo do tipo e tamanho dos cálculos. As melhores respostas são em cálculos flutuantes pequenos (colesterol puro), onde taxas de até 70% podem ser alcançadas. Cálculos não flutuantes, grandes ou calcificados têm resposta muito inferior ou nula.

O tratamento com Chenodal exige monitoramento?

Sim. O FDA recomenda monitoramento mensal dos níveis de aminotransferases séricas nos primeiros três meses de tratamento, e a cada três meses após. Colecistografias ou ultrassonografias abdominais são recomendadas a cada seis a nove meses para monitorar a resposta ao tratamento. Se não houver dissolução parcial nos primeiros 9 a 12 meses, a probabilidade de sucesso é pequena e o tratamento deve ser reavaliado.

Os cálculos podem reaparecer após a dissolução com Chenodal?

Sim. Estudos clínicos mostram que os cálculos recorrem em aproximadamente 50% dos pacientes nos cinco anos seguintes à dissolução completa confirmada. Recomenda-se monitoramento ultrassonográfico periódico após a dissolução. Manutenção de peso reduzido e dieta com baixo teor de colesterol e carboidratos são recomendados para retardar a recorrência.

Quais medicamentos interagem com o Chenodal?

Agentes sequestrantes de ácidos biliares (colestiramina, colestipol) e antiácidos à base de alumínio podem diminuir a absorção do chenodiol. Estrogênios, contraceptivos orais e fibratos aumentam a secreção biliar de colesterol e podem contrapor o efeito do chenodiol. A hepatotoxicidade do chenodiol pode potencializar a ação de anticoagulantes cumarínicos, sendo necessário monitoramento do tempo de protrombina.

Fontes Consultadas

  1. Drugs.com / Travere Therapeutics. Chenodal (chenodiol) Prescribing Information. Last updated December 16, 2025. drugs.com/pro/chenodal.html
  2. Mirum Pharmaceuticals. CTEXLI (chenodiol) Prescribing Information. DailyMed NLM. Updated December 16, 2025. NDC 79378-310-90.
  3. Patni N, Wilson DP. Cerebrotendinous Xanthomatosis. Endotext [Internet]. MDText.com, Inc. Updated April 2026. PMID: 27809439.
  4. National Cooperative Gallstone Study Group. Chenodiol for dissolution of gallstones. Ann Intern Med. 1981;95(3):257-82.
  5. Thistle JL, Hofmann AF. Efficacy and specificity of chenodeoxycholic acid therapy for dissolving gallstones. N Engl J Med. 1973;289(13):655-9.
Aviso Importante

As informações apresentadas nesta pagina têm carater exclusivamente informativo e educacional, com base em fontes cientificas e regulatorias reconhecidas. Elas nao substituem a consulta medica, o diagnostico clinico nem a prescricao de profissional habilitado. O chenodiol é um medicamento de venda sob prescricao médica que requer monitoramento hepático regular. Nao utilize este medicamento sem orientacao medica. Em caso de sintomas de hepatotoxicidade (dor abdominal, icterícia, urina escura, fadiga), busque avaliacao médica imediata.

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